sábado, 1 de maio de 2010

Telegrama

Um dia
canso
de subentender a vida
e lhe pergunto a queima-roupa

Valeu-te algo minha boca?
restou pegada pouca
amarrotado na sua roupa
dos delírios que rocei em suas costas?

Da respota
destino

choro ou riso
mas
alívio



diagora: origens


poeta, perdido, parido

ornitorrinco, neruda, chico

pierrot, amigo, repetidamente desiludido

As serras guardam tesouros
e agouros
os limões novidades

incompreensíveis

serrou-me a perna
teu nome na tela
a culpa é tua
culpa
mea
tolice do sem fim

meu pé de laranja lima
sempre errado
adianta a hora, chega atrasado
só tem por certo
de tão diferente
a auto-polinização.

amigo do vento
amigo da água
dos insetos, dos homens, morcegos,
dos deuses anti-heróis.
só lhe falta um pé
que entrelace os dedos em suas raízes
compartilhe água e intempérie.

Ah, coração temporão
ninguém entende seu compasso
nem por isso me desfaço
das flores aflitas
que sonham visitas
desafià
evolução

3 comentários:

ana f. disse...

.preocupa não. .o tempo das amoras vai voltar.

marcos assis disse...

e as 'malditas' mexeriquinhas

matheus matheus disse...

O título me lembrou um crássico da glande banda Soweto:
"Me liga... Me manda um telegrama..."

O poema, em sis, maravilhoso!!!