Telegrama
Um dia
canso
de subentender a vida
e lhe pergunto a queima-roupa
Valeu-te algo minha boca?
restou pegada pouca
amarrotado na sua roupa
dos delírios que rocei em suas costas?
Da respota
destino
choro ou riso
mas
alívio
diagora: origens
poeta, perdido, parido
ornitorrinco, neruda, chico
pierrot, amigo, repetidamente desiludido
As serras guardam tesouros
e agouros
os limões novidades
incompreensíveis
serrou-me a perna
teu nome na tela
a culpa é tua
culpa
mea
tolice do sem fim
meu pé de laranja lima
sempre errado
adianta a hora, chega atrasado
só tem por certo
de tão diferente
a auto-polinização.
amigo do vento
amigo da água
dos insetos, dos homens, morcegos,
dos deuses anti-heróis.
só lhe falta um pé
que entrelace os dedos em suas raízes
compartilhe água e intempérie.
Ah, coração temporão
ninguém entende seu compasso
nem por isso me desfaço
das flores aflitas
que sonham visitas
desafià
evolução
3 comentários:
.preocupa não. .o tempo das amoras vai voltar.
e as 'malditas' mexeriquinhas
O título me lembrou um crássico da glande banda Soweto:
"Me liga... Me manda um telegrama..."
O poema, em sis, maravilhoso!!!
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