terça-feira, 19 de abril de 2011

resposta ao não-poema de Marcos Assis

Preconceito institucionalizado

não merece nem um post. mas ainda precisa de vários.

(?)

domingo, 17 de abril de 2011

(a)(o)mar

Depois de brisas, chuva fina, temporais, ventanias, granizo na boca do estômago, mormaços e outras instabilidades meteoro-sentimentais chega um dia azul-abril, parece que o tempo vai firmar.
Aí vem a noite, uma lua dita linda compartilhada sem aproximação. E todo o caos lá fora poderia mesmo passar, e todos os dias poderiam ser previstos como bons tempos, mas foi aqui - na terra batida que pisamos dormimos e rolamos - que por descuido e vinho vieram ressecamentos, que viraram rachaduras, que tremeram a terra e causaram o nosso desabamento. Dessoterrado dos destroços, eu procuro reconstruir o alicerce e acreditar nas promessas promissoras, ou num único hoje ensolarado sem partes nubladas. Acabei de entender - acho que vi  n(o reflexo d)a TV -  que o ruir do meu chão pode ter sido em um segundo de desdedicação, mas reverberou longe onde nem da pra ver, e de tempos em tempos, sem aviso prévio ou sirene, vai vir uma onda carente me abraçar, me lamber e levar os pedaços que custei a juntar do que havia pra me segurar.

Certo dia cansarei de insistir na minha cabaninha abafada de lona mal feita - constantemente subitamente desfeita - e repousarei a luz das estrelas, no relento do meu mundo, na certeza de amar essa beleza, selvagem carinho, na felicidade de me deitar em mim

Até lá