O mundo quer desabar em cima de mim. Parece que as horas se enrolam em cansaço e desilusão. Tenho tantos motivos para reclamar, para me afundar na tristeza lamacenta de ser um condenado, um sofredor... Mas não quero.
Não sei dizer se foi a brisa (aquela brisa amiga das manhãs sufocantes) ou se a lua que despertou, sem cerimônia, a idéia louca de sorrir para a vida. Um desejo louco de dizer "bom dia!", abraçar árvores, cantar no banho e olhar para o Céu de Brigadeiro agradecido. Me lembro agora daquele momento:
Era Sexta-feira, um dia que por si só me trazia mescladas boas e dolorosas memórias, inseparáveis pela minha própria essência. Andava cabisbaixo, me ressentia por quase nada e jogava sorrisos amarelos de cortesia. Reclamava à toda oportunidade. As escolhas alheias pareciam piorar o que já não me cabia de ruim. Desconsolo, choro, sentimentos desquitados, contribuindo para meu desânimo de viver.
Um pequeno festejo de pessoas sorridentes, mas não parecia pra mim. A crueldade é recíproca, e se alimenta de si mesma, no outro. Isso machucou ainda mais minha crença na paz. Já atrasado, passei por aquele lugar de tantas horas, e quis muito uma parte daquele passado. Comprei o maior pedaço à venda; tinha gosto de açúcar e empanzinamento, mas suguei até o final, afinal os desesperados também tem suas tolas esperanças. Mas no meio daquela turbulenta tentativa de sorrir sincero, entendi (novamente) minha ideologia de felicidade. Bastou um pensamento para que meus lábios se movimentassem, levados pela alegria espontânea que brotava em mim, mais uma vez aguada de atenção e carinho; meu carinho.Não sei dizer se foi a brisa (aquela brisa amiga das manhãs sufocantes) ou se a lua que despertou, sem cerimônia, a idéia louca de sorrir para a vida. Um desejo louco de dizer "bom dia!", abraçar árvores, cantar no banho e olhar para o Céu de Brigadeiro agradecido. Me lembro agora daquele momento:
Era Sexta-feira, um dia que por si só me trazia mescladas boas e dolorosas memórias, inseparáveis pela minha própria essência. Andava cabisbaixo, me ressentia por quase nada e jogava sorrisos amarelos de cortesia. Reclamava à toda oportunidade. As escolhas alheias pareciam piorar o que já não me cabia de ruim. Desconsolo, choro, sentimentos desquitados, contribuindo para meu desânimo de viver.
Quando eu voltar a me vestir de negro e lamentar minhas fatalidades (o que um dia fatalmente acontecerá), me conte dos pássaros e das flores, do ar e da água, e me mostre a mim mesmo, mesmo não querendo ver. Sou espelho das minhas próprias escolhas, que não reflete mais do que é, bom e ruim. Se me apontar a realidade da alma...
Eu escolho ser feliz.


