Aquelas tardes
o sol morno
a casa silenciosa
as expectativas dormem
nada a fazer
existir
Era tarde
aquele dia que não voltaria
um contemplar agudo
o medo implícito
a tentativa de gravar na pele
o sopro que passava
e nós agradecemos
em silêncio
Foram tardes
uma mescla de ocasiões semi-perfeitas
cobertas pela poeira da nostalgia
brilhando o sol que deita
a despedida
Fez-se tarde
as manhãs desalentadas em que desperto
perco a memória
e a esperança
Muito tarde
(ou seria cedo pra lamentar a junventude perdida?)
meus amores desencontrados
o tempo mais rápido que eu
o coração que encolhe
atrofio
Fim de tarde
sem saber aonde por o sol
pode ser que nunca mais encontre
as tarde que vivi
não arejei
podem estar mofadas
imprestáveis
mas ainda assim, as quero
peço que retornem
aceito-as como estiverem
Quem as encontrar
diga de mim
falem da saudade inconformada
das eternas tarde de amor que jorrava
como se nunca fosse ser tarde
como se nunca tivesse fim.
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