sábado, 7 de agosto de 2010

poema ideal (a princípio)

Quero ver se me arranhavas-me
Sim, sinto as mordidas contra o vento
(a lógica não merece elogios
é óbvia, reta, enfadonha)

Desvarios-diamantes, brilhos
olhos ofuscantes
não aguentaria
encarar a verdade
as sinuosas intenções por trás dos gestos
por trás do vidro
que me fita sem dizer palavra ou alma
mas que adivinho
(cândido masoquista)
da forma mais convenientemente errada possível
deixo o sono me trazer de volta ao mundo
que sonho que sinto que sou
do qual eu saio pra atuar em carne
até que exausto
ganho direito a passagem
volta as brumas
em minha casa

  estou
rest ou
 restou
      ou...

4 comentários:

marcos assis disse...

meu sol azul... lalala

ana f. disse...

hauahuahuahua!!! peraí que tem mais um pouquinho de huahuahauha!!! ("hauhauhau" é pro comentário do marcos... pro seu poema é "uau!")

Fragmentos disse...

Belissimo.

Bruna Sobreira disse...

e só para maior deleito de nossa irmã Carolina " sabe que te amo-te"

rs

amo.