Meu Deus, essa vontade de chorar de novo! Nunca entendo porque, mas vem com a urgência das lágrimas
do mar. Algumas fotos (as mais recentes!) com as mais novas pessoas, e algum sentimento de nostalgia fresca, sem a menor lógica e sem fazer a menor questão de tal. Isso deve ser medo de ser sozinho. Quando vejo os sorrisos parados, eles se mostram muito mais felizes do que eu era então. Da uma saudade de ser assim, como não fui.
Deve ser que depois de um tempo infinito de abril com recheio de março, respirei fora daquilo que me embriagava. Quero enfiar a cabeça no pote, mas já não cabe, fico da borda fungando o que me resta. Eu que amaldiçoei tudo isso, peço por alguns dias a mais de entorpecência, e me ultrasensibilizo a procura dessas emoções viciantes que me faziam muito vivo sofredor.
Natimortos.
São mais tristes que Lady Laura, pois nunca foram, apesar de tudo o que poderiam, tudo que lhes foi sonhado. Um dia acordo e já nem lembro que sonhei. Então perco de vez toda essa linda história de faz de conta. É por ela que choro: meu cemitério de sonhos abortados.
...que medo tenho das quartas e sextas!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Cálcio
Fico pensando num jeito de dizer;
jeito - palavra que nunca me coube
que gosto de tudo mesmo;
é disso que não gosto mais.
Quando encaro seus pés
lindamente feios
eles te humanizam
me fazem ainda mais insecto.
Se me pisasse
com dolorosas viradas de twist
ou de vez e de surpresa
eu acharia muito
muito
bom.
Hoje eu caminhei a avenida
arrastando os ossos
cantando os vazios
reverberar era fácil
hoje eu sentei na escada
fiquei de cara comigo
mas eu não me olhei de frente
suas falanges me hipnotizaram
hoje eu chorei com deus
minúsculo que estava
escondido de dentro;
barganhei algumas horas
de sensatez.
Mas você veio
metendo o tarso onde não devia
descumprindo promessas bestas
tirando meus pés do chão
repousando meus olhos nos seus
deslevitando-me de ponta cabeça
Por favor,
se não pretende consumir
se retire.
jeito - palavra que nunca me coube
que gosto de tudo mesmo;
é disso que não gosto mais.
Quando encaro seus pés
lindamente feios
eles te humanizam
me fazem ainda mais insecto.
Se me pisasse
com dolorosas viradas de twist
ou de vez e de surpresa
eu acharia muito
muito
bom.
Hoje eu caminhei a avenida
arrastando os ossos
cantando os vazios
reverberar era fácil
hoje eu sentei na escada
fiquei de cara comigo
mas eu não me olhei de frente
suas falanges me hipnotizaram
hoje eu chorei com deus
minúsculo que estava
escondido de dentro;
barganhei algumas horas
de sensatez.
Mas você veio
metendo o tarso onde não devia
descumprindo promessas bestas
tirando meus pés do chão
repousando meus olhos nos seus
deslevitando-me de ponta cabeça
Por favor,
se não pretende consumir
se retire.
terça-feira, 13 de abril de 2010
_¨___
Cansei. Cansei mesmo. Isso obviamente não quer dizer que tudo acaba aqui. Mas chegar vazio em uma casa vazia é como constatar que o universo é, em verdade, vácuo. Agradeço sentido a todos os abraços que me empurram quase resistente para alguma alegria, mas queria saber maldizer os braços que não me abraçam ou que, quando fazem, deixam toda a intensa intenção (re)querida faltar. Se sem permissão passei a ver o mundo com seus olhos, diz: como é que hei de enxergar, se suas lentes não me aceitam a visão?
Feiticeiros... Quem dera!
Verdes e sós, como o cactos do sertão.
Só não me olhe, é tudo o que ainda ouso pedir. Quem sabe um dia eles desistem e voltam para casa, para suas próprias órbitas inpreenchivelmente vazias.
Casa vazia
rosto vazio
pessoa coisa,
vida perdida;
da-me um beijo
recebe-me inteiro
deseja-me mesmo que feio
decida-se agora mesmo.
deixa pra lá
são só as minhas esperanças retirantes
ficam esperando a chuva
pra voltar
brotar da terra seca
morrer de fome
amar de novo tudo aquilo
que não presta. e não se
presta a renegar ou alimentar;
janto as migalhas de atenção.
Quando eu for mais forte,
e pegar de vez o trem pra longe
você chega na estação
seis segundos atrasados
é por isso que eu fico
é por isso que eu não fujo
pra fazer um final feliz
pra fazer você feliz
pra saber que enfim
você lembrou que era ontem
que eu partia
e sentiu vontade de voltar no tempo.
Parei ele só pra você. Agora não demora.
Feiticeiros... Quem dera!
Verdes e sós, como o cactos do sertão.
Só não me olhe, é tudo o que ainda ouso pedir. Quem sabe um dia eles desistem e voltam para casa, para suas próprias órbitas inpreenchivelmente vazias.
Casa vazia
rosto vazio
pessoa coisa,
vida perdida;
da-me um beijo
recebe-me inteiro
deseja-me mesmo que feio
decida-se agora mesmo.
deixa pra lá
são só as minhas esperanças retirantes
ficam esperando a chuva
pra voltar
brotar da terra seca
morrer de fome
amar de novo tudo aquilo
que não presta. e não se
presta a renegar ou alimentar;
janto as migalhas de atenção.
Quando eu for mais forte,
e pegar de vez o trem pra longe
você chega na estação
seis segundos atrasados
é por isso que eu fico
é por isso que eu não fujo
pra fazer um final feliz
pra fazer você feliz
pra saber que enfim
você lembrou que era ontem
que eu partia
e sentiu vontade de voltar no tempo.
Parei ele só pra você. Agora não demora.
Assinar:
Postagens (Atom)