segunda-feira, 20 de agosto de 2012

(só um) sonho de uma noite de inverno

12 de Junho 2012
        Essa foi a balada
do amor que durou um mês
        e morreu de sede.
Da sua sombra e adubo
  germinou semente esquecida
deixada por um Amor que morreu.
   Da Árvore que pretende ser
ainda pouco se sabe
    Mas que é verde se vê
       o mais se verá ainda.


20 de Agosto

                    foi engando, difícil explicar.
acreditar então... melhor não comentar.
deixa
                       p             r            a
                                                                                            lá

Mineração

26 de Abril de 2012
Sinto falta craterosa do amor                                                                              
eros[iva] progressiva cripo[nita]

Que venham até aqui,
  me levem nos braços
     me dêêm de comer
          e onde descansar, seguro por
                                      seguro em
                                      seguro porém
pouco importa

      No outro, nada me falta, porque nunca tive.
Mas e a vontade de correr
   gritando nomes pelas ruas
  bailar a vida em qualquer musiquinha
 ter a paciência maior que a estrada
 rir da própria (des)graça
 perder tudo pra não perder nada
   (dar?)

voar no depois da nuvem com a certeza do chão firme por debaixo
ver os problemas como realmente são:
   raquíticos, carentes, histéricos,
fazer do detalhe a causa mortis
 e da morte um detalhe                      não
                                          que                       cabe

Exatamente muito além disso

Que falta não caber!
Como era transbordar todo(?) dia?
                 Pleno

  Eu era feliz
    sabia
  sequei-me todo
  ao fim da fantasia
ao findar dar
  meu único bem
  eu, meu bem

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

feliz...

Te quis
não nego
eu também queria ser feliz
tu também podia ser raíz
Mas alma de cisca-fogo não é de pousar
nem termina o ninho já querendo voltar
a plainar... no além... de mim.

Se chegar a hora,
por favor não se prenda por mim.
amor, toda fábula/abóbora tem seu fim
Voa logo, não titubeia
Gaiola é pra pássaro triste
se retornar a casa te aflige
é que não gosta mais
vai sim.

Leva contigo algum alpiste
Mira um lugar que não existe
guarda o sorriso e a pluma
até que anteveja, taciturna,
a ave que almeja encontrar
diga coisas bonitas de novo
mas não lhe faça chorar.
Dê-lhe seu canto mais belo
mistura de azul e amarelo
se gostar, fica por lá.

Luz de Lua avermelhada
procuro da minha sacada
vóz que me fez corar.
vê nas coisas escuras
no silêncio incômodo atua
retiro do órgão pulsante
a esperança restante
de, um dia, remorrer de amor;

Como se não bastasse a história vivida
insisto em falar nessa cantiga
do findo
pra me maltratrar
Basta
Bastará
(?)