26 de Abril de 2012
Sinto falta craterosa do amor
eros[iva] progressiva cripo[nita]
Que venham até aqui,
me levem nos braços
me dêêm de comer
e onde descansar, seguro por
seguro em
seguro porém
pouco importa
No outro, nada me falta, porque nunca tive.
Mas e a vontade de correr
gritando nomes pelas ruas
bailar a vida em qualquer musiquinha
ter a paciência maior que a estrada
rir da própria (des)graça
perder tudo pra não perder nada
(dar?)
voar no depois da nuvem com a certeza do chão firme por debaixo
ver os problemas como realmente são:
raquíticos, carentes, histéricos,
fazer do detalhe a
causa mortis
e da morte um detalhe não
que cabe
Exatamente muito além disso
Que falta não caber!
Como era transbordar todo(?) dia?
Pleno
Eu era feliz
sabia
sequei-me todo
ao fim da fantasia
ao findar dar
meu único bem
eu, meu bem