Deus,
Obrigado por eles. Não quero entrar na metafísica de sua existência, justiça ou papel social; venho apenas agradecer o presente, mesmo que as vezes, em ironia, esse lhe seja maldizente. Lembra quando eu era pequeno? Ficava acuado em meu orgulho, com medo de abandonar a superioridade me misturando, pois assim seria frágil perante os dedos apontados (dedos estes as vezes melequentos e ridículos - mas que estrago pareciam poder fazer!).
Nesta época chegou grudento o primeiro deles, e antes que eu dissesse não, fez uso capião de meu 64. Poderia discursá-los absolutamente todos (os seres atemorizados sabem contar os segundos), mas enfadonho seria - e se realmente tudo vede, perderíamos ambos nosso tempo, e me deste pouco deste por estas bandas. Quando vier a sugestão cardíaca, dissecarei individualmente estes curiosos espécimes. Por hoje, basta dizer que (graças a Deus!) foram vários e sublimes.
O que vejo de mais precioso, e sempre me rio bobo sem querer quando repercebo, é que por mais em mim que os tenha, são absolutamente não meus. É no livre-arbítrio (outro regalo Vosso) que tenho donde agradecer; muito se disse, se riu e si triste, e sem que qualquer um de nós viesse a adivinhar ou impedir, criou-se o laço ou, melhor dizendo, o nó, que mesmo em incômodo ou desencontro, não será por nenhum santo desfeito.
Me perdoe a pieguice (como não ser óbvio diante da eterna sabedoria?), mas por estes diem carpediae, Senhor, muito obrigado.
4 comentários:
!!!
eu também tinha medo dos dedos melequentos...
continua sendo lindo assim. vocÊ coloca poesia onde não tem, e, neste caso, você transborda a poesia de momentos que já estão repletos dela.
!!
=)
há muito o que agradecer mesmo. ''Fazei o que quiseres com essa dádiva. Quanto a mim, dou graças pelo que sou(tenho) agora e mais que perdoo, eu amo.''
obrigada.
o que é meta física?
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