quarta-feira, 3 de junho de 2009

Do acaso, o sentimento, a razão e minha (in)sanidade

Não se pergunte sobre este título. Hoje, tudo o que aqui se escreverá será impensado, indefinido, surreal. Se meus dedos escrevem, é porque lhes apraz, e quem seria eu para impedi-los (mais uma vez) de realizarem alguma coisa.
Nada poderia me decepcionar mais neste mundo que minha própria apatia: Essas tardes planejadas na hora de dormir como interessantes, produtivas, progresso. Mas que se desenrolam em sono atrasado e atividades rastejantes, para culminar com uma compensação absurda do tempo perdido, passado na madrugada.
Estupidamente me perco com tanta facilidade nos planos do imediato, que deixo de fazer o planejado para o então.
Olha só, já lhe disse para não quebrar a cabeça: São dizeres jogados na tela: sem cuidado, sem borilamento, sem gramática ou carinho.

Mas é que as vezes vem no coração um fogo, que da vontade de sair pulando feito um doido pelas ruas, a procura dos desperdícios de uma vida fria. Que Deus me perdoe, porque o tempo não volta e minha lucidez não dura mais que o comercial. Depois vem a preguiça, que consome sonhos com larvas de nada.

2 comentários:

Carolina Arantes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carolina Arantes disse...

Não te aflijas com a pétala que voa, também é ser deixar de ser assim. Também evoco alguém, Cecília, suas palavras, não fosse a certa patente diria que pulsaram de mim. Há tantas coisas que transitam pelo mundo sensível e inteligível e muitas vezes enfim, nos deixamos permear pelo tangível.
À medida que lia vi a narração descrever meus dias frios,
são solilóquios, sós como eles.
Seu 'tudo bem' muitas vezes calado é como um talismã.